Relações familiares

Relacionar-se é algo complexo e muitas vezes difícil. Isso se dá porque as pessoas são únicas, com personalidades diferentes e comportamentos particulares, que podem acabar sendo contrários a forma de agir e se comportar de alguém com quem essa pessoa se relaciona.

Importância da família nas relações

A família é o primeiro grupo social que conhecemos. Muito do que aprendemos e reproduzimos faz parte do que observamos desses familiares. O ambiente em que crescemos interfere na construção da nossa identidade e orienta a forma com que nos relacionamos com as outras pessoas, fora de casa.

Relações familiares e os conflitos

Assim como nós aprendemos com os nossos pais, eles aprenderam com os pais deles e assim por diante. Tais comportamentos mudam de geração em geração e por isso podem causar conflitos.

Alguns comportamentos podem acabar se repetindo, como por exemplo:

Vícios: alimentares, uso de álcool e outras drogas, etc;

Comportamento sociais: como a dependência afetiva;

Formas de punição: como cobranças, castigos e agressões.

Existem muitos padrões de comportamento que mesmo que não queiramos, reproduzimos de nossos pais. Alguns estudiosos podem explicar um pouco porque isso acontece.

Por que reproduzimos padrões familiares?

Bolwby, psiquiatra e psicanalista inglês, desenvolveu a teoria do apego. Segundo esse estudioso, a criança se desenvolve na relação de apego, perda e separação com sua figura parental de maior importância (geralmente os pais). Essa relação com os cuidadores é o que guia como a criança vai se expressar e se relacionar com os outros. Além de orientar a forma em que ela própria se vê, afetando sua autoestima e autoconfiança.

Os tipos de apego

Bolwby definiu quatro principais tipos de apego parental:

Seguro: Os pais/cuidadores identificam e satisfazem as necessidades da criança, que se sente segura e satisfeita, desenvolvendo uma atitude confiante, conseguindo relacionar-se bem com o próximo.

Evitante: Os pais/cuidadores nem sempre estavam disponíveis para a criança, sendo por vezes rígidos e distantes. Isso causa sofrimento à criança e esta aprende a se distanciar emocionalmente e se sente insegura e autossuficiente.

Ansioso/Ambivalente: Os pais/cuidadores não correspondem às necessidades da criança, estando às vezes presentes e em outras distantes. A criança cresce insegura e com medo do abandono, podendo gerar dependência emocional.

Desorganizado: Aqui os pais/cuidadores são inseguros e até negligentes. A criança perde a confiança na figura parental, tem dificuldade de se expressar e controlar seus sentimentos ambíguos na relação.

Para saber mais

Para descobrir qual é o seu tipo de apego e como amenizar as consequências negativas decorridas dele, procure um(a) Psicólogo(a).

Giva Medeiros

Psicóloga Clínica

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