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Helena_Maria

Cada dia que passa, sobrevivo

Não sou muito boa com palavras, mas vamos lá. Senta que lá vem história..
Sou uma pessoa jovem, madura, mas que carrega muitas cicatrizes e ultimamente sinto que cheguei no pior momento da minha saúde mental…
Cresci com pais que brigaram e brigam muito (ainda moro com eles) e ao longo dos últimos anos, desenvolveram uma dependência por álcool, levando-os a momentos onde peguei a minha própria mãe bebendo álcool de cozinha mesmo, puro.

Trabalho na área da comunicação, o que é um setor bastante estressante, então tem dias que fico 12h sentada na frente do computador, além de aguentar diferentes personalidades na equipe extremamente estressantes.

Meu namoro tem se desgastado demais nos últimos tempos… Eu o amo demais. Mas ele é muito frio, não é bom em oferecer carinho e afeto, a ponto de eu ter que pedir por um abraço ou um beijo… Além de recentemente ter acontecido alguns episódios que foram como focadas no peito – como pegar ele mandando uma mensagem para uma suposta “amiga de trabalho” falando que ama ela e que tava ansioso para vê-la no dia seguinte de trabalho. Aquilo foi horrível… Mas diz ele que foi um jeito de dizer, que ela é uma boa amiga, etc, e que pode ter se expressado mal. Desde então não consigo esquecer mais isso.

Tudo isso anda me doendo tanto, mas tanto que eu me sinto sem vida, sem vontade de existir. Inclusive, me desenvolveram diversos traumas, como compulsão alimentar, compulsão por compras, crises de ansiedade e hipomania, bipolaridade – segundo a minha psicóloga e psiquiatra.

Ando muito cansada e sem saber o que fazer, que rumo tomar.

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  • março 16, 2022
    Psicóloga Suelen Maas

    Olá Helena_Maria! Fico feliz em saber que já está em acompanhamento com profissionais que podem auxiliar no cuidado da sua Saúde Mental, isso demonstra que está cuidando de si mesma e é um passo importante. Vejo que existem outras pessoas envolvidas no que está acontecendo com você e é muito importante você voltar para si e perceber o que pode fazer por você. Se está insegura na relação e percebe demonstrações que sua insegurança tem sentido e motivos, repense sobre a sua relação, sobre os seus limites, vontades e o como você merece ser tratada. Sobre relações familiares, é importante perceber até onde é sua responsabilidade lidar com as situações e até que ponto você deve cuidar de si primeiro, antes dessas situações. Gostaria de lembrar que a psicoterapia é um momento de autoconhecimento e nem sempre é fácil ou resolvemos nossos problemas instantaneamente, leva tempo, energia e força. Você estar trilhando esse caminho é muito importante! Espero ter ajudado.

  • março 15, 2022
    Luana Piekoski

    Helena, se você está sendo acompanhada por psiquiatra e psicólogo, o que esses profissionais estão fazendo que ainda não ajudaram você nesses problemas? Quando o profissional não ajuda, melhor procurar outro! Eu sugiro que você aproveite seu plano de saúde e faça um checkup físico para aumentar o aporte de vitaminas para dar-lhe mais sustentação. Também sugiro procurar alívio em ferramentas alternativas, como massagem terapêutica (ou relaxante), Florais de Bach, Biomúsica, sair para a andar na natureza (Curitiba tem vários parques, onde você está?). Também sugiro aprender a meditação. Esta última te afasta do caos diário e te conduz para um lugar de paz e serenidade, onde você pode recarregar as energias. Quanto a seus pais, penso que você não poderá ajudar, pois são adultos e devem buscar ajuda profissional para vencer o vício, mas não cabe a você se ocupar disso. E quanto a seu namorado, talvez a relação esteja desgastada ou não há afinidade suficiente para haver diálogo, atenção amorosa, escuta e apoio a seus problemas. Melhor contar somente com você e já ir preparando o coração para ficar só. Cuide de sua saúde física, mental e psicológica. Só você pode ir atrás de cura para seus males. Foco em você e esqueça os demais. Neste momento de sua vida, seja egoísta, como dizem, e só pense em você mesma. Boa sorte e abraço fraterno.

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