Alex_3_

Crossdressing iniciado na infância

Sempre fui um menino tímido e com dificuldade de me entrosar. Compensava isso vivenciando situações na minha imaginação.
Uma dessas situações envolvia a grande atração e curiosidade que eu sentia pelo universo feminino, não só pels roupas, como maquiagem, acessórios, cabelo, unhas pintadas etc. Não era apenas com relação às meninas da minha idade, mas especialmente com relação as mulheres mais velhas. Me chamavam a atenção sempre aquelas mais exburantes, produzidas e maquiadas.
Eu me sentia apaixonado por elas, tendo desejos até um tanto precoce para minha idade, ao mesmo tempo que era incapaz de chegar em alguma menina, mesmo aquelas da minna idade. Desde cedo esse desejo por elas se misturava com uma vontade de ser como elas, pelo menos por alguns momentos, podendo usar vestidos, maquiagens e tudo mais. Ao mesmo tempo nao queria que todos me visse e me tratassem como se fosse menina, anulando minha identidade masculina, mas sempre imaginava formas de ser garota por alguns momentos, as vezes apenas me produzindo (maquiagem, peruca, etc), outras vezes com uma transformação total, com direito a seios se desenvolvendo e tudo mais. Mas sempre voltando a ser um menino depois.
Esses pensamentos existiam desde uns 6 anos de idade, mas comecei a usar coisas escondido apenas com 11 anos, passando um batom vermelho no banheiro. A maquiagem sempre foi uma das coisas que mais me chamou a atenção, pois tem o poder de transformar a pessoa.
Em pouco tempo estava usando várias outras coisas como: outros itens de maquiagem, como blush, rímel, lápis de olho; sutian com algum enchimento para fazer de seios, meia calça, vestidos, saias, blusinhas. Só me faltava mesmo uma peruca. Eu fazia essas coisas quando ficava sozinho em casa. Em alguns momentos, quando sabia que ficaria mais tempo sozinho cheguei a pintar as unhas com esmalte, removendo depois com acetona (mesmo assim algo bem arriscado). Passado um tempo parecia que eu sempre queria dar mais um passo (ou melhor, esse lado feminino) e então depois de estar toda montada eu fazia o seguinte: ligava para uns salões de beleza, fazendo uma voz feminina e perguntando sobre corte de cabelo, maquiagem, unhas etc. Até mesmo dia da noiva. Era um prazer ser tratada no feminino pelo nome que eu escolhia. Confesso que preferia ser atendida por mulheres.
Enquanto isso, no dia a dia continuava sentindo atração pelas garotas e nada por garotos. Só que não tinha coragem de chegar nelas.
Conforme fui entrando no final da adolescencia fui parando com isso por duas razões: medo de ser descoberta e pq ja estava com muitas características masculinas e o prazer sempre foi me ver feminina diante do espelho e não um tesão de vestir uma calcinha e gozar, como acontece com muitas CDs.
Já na idade adulta é que fui ter contato com a internet e descobri a existencia do termo “crossdresser”, vindo a saber que havia outras pessoas com histórias parecidas com a minha. Desde então e isso ja tem vários anos (hoje estou com 42), tenho adotado o hábito de manter esse lado feminino na internet, seja através de um perfil no facebook, ou skype (atualmente teamns) ou instagram. Nunca minto que sou mulher de verdade, mas assumo que sou crossdresser. Sempre conversei mais com mulheres cis, transex e outras CDs. Apenas mais recentemente aceitei conversas de homens. O roteiro é quase sempre o mesmo: me apresentar como um homem “normal” hetero, que tem esse fetiche secreto, mas que nao sente nada por homens, e que tem essa necessidade de liberar isso no mundo virtual. Mas me excita muito fazer um ” jogo” onde acabo dando várias mostras para minhas amigas virtuais que esse meu lado feminino não está tão controlado assim quanto eu disse no início e que está louco para se realizar, inclusive gostando de receber elogios dos homens.
Quer dizer: por um lado digo para as amigas que sou hetero e que esse lado feminino nao interefere no meu desejo sexual. Por outro lado gosto de dar pistas que no fundo a Jenifer (vamos chamar assim meu alter ego feminino, mas não é o nome que eu uso) quer se sentir desejada por homens e que corresponderia a um homem se estivesse toda produzida e sexy. E me dá muito prazer (pra não dizer excitação) sentir que aquela mulher não é mais capaz de me ver como homem. E quanto mais linda e sexy for aquela mulher mais prazer eu pareço sentir, como se fosse a Jenifer triunfando sobre o lado masculino, anulando ele.
Importante dizer que mantenho esse tempo todo minha verdadeira identidade secreta. Sou um homem casado hoje em dia e simplesmente não posso me montar, pois nunca tive coragem de comprar minhas próprias coisas femininas e menos ainda de esconde-las.
A evolução dessas conversas de Jenifer, sempre querendo dar mais um passo e anular masculinidade do meu lado homem, acabou me levando a conversar com homens, onde sei se desejada por eles como mulher. Na verdade como um homem que tem esse lado feminino, pois eles sempre sabem que sou crossdresser e converso exatamente com esses homens que tem tesão em transformar o homem em mulherzinha. E sempre que eles tem características masculinas acentuadas, que eu não tenho, como braços e peitoral forte, eu gosto de realçar isso e gosto que eles realcem essa diferença, dizendo que eu não tenho corpo ou jeito de homem. Passei até mesmo de gostar de estar com um pequeno volume no peito, causado provavelmente por execesso de peso, mas que a ” Jenifer” gosta de interpretar como seios se desenvolvendo. E gosto de ver essa ideia validada tanto pelas minhas amigas, quanto pelos homens com quem converso. Sempre anulando a minha masculinidade.
Enfim, relatei várias coisas que eu criei para alimentar esse lado feminino, para fazer ela se sentir poderosa e gostosa, sempre as custas de anular a masculinidade. É como se o fato de nao poder me montar como eu gostaria, e viver isso só virtualmente, acabasse me fazendo compensar isso com essas coisas. Mas chega num ponto em que parece que minha mente passa realmente a acreditar nisso, me sentindo anulado e incapaz como homem. Assim como fica difícil ainda me considerar hetero (e embora seja dificil de acreditar, ainda me considero assim) tendo esse prazer em ser mulherzinha de homens no mundo virtual, sabendo que estou provocando desejo neles.
Enfim, ainda me considero um homem hetero, mas em que essa fantasia do crossdressing parece ter ido longe demais, ainda que seja atualmente só no virtual.

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