Nossa mente é equipada com múltiplas ferramentas para nos proteger de sofrimentos e dor. Os estilos de apego são mecanismos comportamentais e mentais que emergem em nossa consciência para nos defender de situações críticas onde precisamos proteger nossa saúde mental. Essa estrutura revela como nossas experiências infantis podem moldar a maneira como estabelecemos laços românticos, segundo seus criadores John Bowlby e Mary Ainsworth.
Vamos lá! Nesse quesito, não há certo ou errado, porém estima-se que cerca de 50% das pessoas são, digamos, “seguras”, ou, capazes de expressar vulnerabilidades com calma; os demais, dividem-se em “evitantes” (25%), que preferem manter uma independência excessiva (muitas vezes entendida pelo parceiro(a) como descaso ou desinteresse), e “ansiosos”, que reagem com raiva para mascarar inseguranças, buscando detalhes e validação o tempo todo.
Em relacionamentos, estar com uma pessoa “evitante” pode ser frustrante… já que tentamos aproximação, mas quando o assunto toca na parte de sentimentos e questões íntimas… aí meus amigos, é igual peixe ensaboado. Fogem da intimidade a todo custo ao se sentirem ameaçados. Na outra ponta, temos os ansiosos. A ferramenta aqui é a acusação para evitar expor o medo do amor não ser correspondido; também surge um certo nível de controle excessivo e stalking (vigilância) digital.
Lembrando que todos os três são traços e formatos de apego, podendo se apresentar de maneira mais forte ou mais branda de acordo com a situação. E ninguém está fadado a um determinado rótulo. Podemos muito bem nos transformar, atenuar, ou, até mesmo, eliminar certas respostas comportamentais desde que se busque ajuda e apoio de quem nos ama.
