A fenomenologia existencial é uma abordagem da psicologia que busca compreender a experiência humana a partir do modo como cada pessoa vive, sente e atribui sentido à própria existência. Diferente de correntes que priorizam diagnósticos ou padrões de comportamento, essa perspectiva parte da escuta do indivíduo em sua singularidade, considerando contexto, escolhas, angústias e projetos de vida.
Valoriza a experiência humana
Inspirada na filosofia de autores como Edmund Husserl, Martin Heidegger, Jean-Paul Sartre e Viktor Frankl, a fenomenologia existencial entende que o ser humano está em constante construção. O sofrimento psíquico, nessa visão, não é apenas um sintoma a ser eliminado, mas um sinal de conflitos existenciais relacionados à liberdade, responsabilidade, finitude, solidão e sentido da vida.
No campo clínico, o psicólogo fenomenológico-existencial não busca interpretar o paciente a partir de teorias prévias. O foco está em compreender como a pessoa percebe o mundo, a si mesma e suas relações. Questões como “quem sou?”, “qual o sentido da minha vida?” e “como lido com minhas escolhas?” aparecem com frequência no processo terapêutico.
Compreender o sofrimento a partir da vivência individual
O sentido da vida ocupa um lugar central nessa abordagem. Para a psicologia existencial, a falta de sentido pode gerar sofrimento profundo, como vazio existencial, ansiedade e depressão. Ao mesmo tempo, o sentido não é algo pronto ou universal: ele é construído a partir das experiências, valores e decisões individuais.
Assim, a fenomenologia existencial contribui para uma compreensão mais humana da saúde mental, valorizando a escuta, a presença e o reconhecimento da complexidade da existência. Em um mundo marcado por pressões, respostas rápidas e medicalização do sofrimento, essa abordagem propõe um olhar mais profundo sobre o viver e o existir.




