Apesar do avanço nas discussões sobre saúde mental, as doenças mentais ainda são cercadas por desinformação e preconceito. Esses mitos dificultam o diagnóstico precoce, atrasam o início do tratamento e aumentam o sofrimento de quem convive com transtornos psicológicos. Entender a diferença entre mito e verdade é essencial para promover cuidado, respeito e acesso à saúde.
“Doenças mentais são sinal de fraqueza emocional”
MITO: Esse mito associa transtornos mentais à falta de controle emocional ou caráter, o que não tem base científica e reforça o estigma social.
Doenças mentais são condições de saúde
VERDADE: Transtornos como depressão, ansiedade, transtorno bipolar e esquizofrenia envolvem alterações químicas no cérebro, fatores genéticos, emocionais e sociais. Assim como doenças físicas, exigem diagnóstico, acompanhamento e tratamento adequados.
“Quem tem doença mental consegue melhorar sozinho”
MITO: A crença de que força de vontade é suficiente faz com que muitas pessoas adiem ou evitem buscar ajuda profissional.
O tratamento profissional é fundamental
VERDADE: Doenças mentais raramente se resolvem sem acompanhamento. Psicoterapia, tratamento medicamentoso, ajudam a reduzir sintomas, prevenir recaídas e melhorar a qualidade de vida do paciente.
“Ansiedade e depressão não são doenças de verdade”
MITO: Por não apresentarem sinais físicos visíveis, esses transtornos são frequentemente minimizados ou confundidos com tristeza passageira ou estresse.
Ansiedade e depressão são transtornos reconhecidos mundialmente
VERDADE: A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece ansiedade e depressão como doenças mentais que podem causar prejuízos significativos na vida social, profissional e emocional. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais.
Falar sobre doenças mentais com responsabilidade é uma forma de combater o preconceito e salvar vidas. Quanto mais informação correta circula, maior é a chance de identificação precoce dos sintomas e de acesso ao cuidado psicológico e psiquiátrico.
Doenças mentais não escolhem idade, gênero ou classe social e não devem ser tratadas com julgamento ou silêncio. Buscar ajuda é um passo fundamental para o cuidado, o equilíbrio emocional e a construção de uma vida com mais qualidade e dignidade.





