Alucinações: tipos e relação com a saúde mental

As alucinações mentais são experiências sensoriais que parecem reais, mas que não são provocadas por estímulos externos reais. Ou seja: a pessoa vê, ouve, sente ou percebe algo que não está realmente ali. É importante entender que alucinação não é sinônimo de “loucura”. Ela pode acontecer em várias situações, como:

  • Estresse extremo
  • Privação de sono
  • Febre alta
  • Uso de substâncias
  • Algumas condições médicas e psicológicas

Tipos mais comuns

  • Auditivas: ouvir sons ou vozes inexistentes.
  • Visuais: ver coisas que não estão ali.
  • Táteis: sensação física sem causa externa.
  • Olfativas e gustativas: cheiros e sabores que não existem.

Por que acontecem?

O cérebro interpreta sensações e constrói a realidade a partir de sinais elétricos e da comunicação entre bilhões de neurônios. Esse processo envolve neurotransmissores, áreas específicas responsáveis pela percepção e a integração de informações vindas do corpo e do ambiente.

Quando há desregulação nesse sistema seja por sobrecarga emocional, estresse intenso, alterações químicas, privação de sono, uso de substâncias ou desequilíbrios neurológicos a forma como esses sinais são processados pode ser modificada. Como consequência, o cérebro pode “criar” percepções distorcidas ou até falsas, fazendo com que a pessoa sinta, veja ou interprete algo de maneira diferente da realidade, o que não significa fraqueza, mas sim um sinal de que o funcionamento cerebral precisa de cuidado e atenção.

Quando procurar ajuda?

Sempre que uma experiência perceptiva causar medo, confusão, impactar o dia a dia, ou se repetir. Buscar apoio é um ato de cuidado  não de fraqueza.

Quando alguém passa por experiências confusas ou desconfortáveis com a percepção, é comum guardar tudo para si por medo do julgamento. Mas falar faz diferença:

  • Ajuda a tirar o peso da mente
  • Traz clareza sobre o que está acontecendo
  • Evita que a pessoa se sinta “estranha” ou sozinha
  • Permite receber apoio de forma segura
  • Abre espaço para entender que essas experiências têm causas e explicações

Compartilhar o que sentimos não resolve tudo de imediato, mas torna o processo mais leve e menos solitário.

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