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Religião/sexualidade

Simplesmente não sei como começar esse tipo de desabafo, simplesmente eu me sinto confusa sobre tudo, mas principalmente sobre os ensinamentos que os meus pais me dão. Bom, minha mãe é bastante religiosa e católica, então é óbvio que ela não acha certo esse assunto de LGBTQIA+, e desde pequena (8 anos), ela sempre me “ensinou” falando que lgbt é errado, que se eu fosse eu iria pro infern*, e essas coisas que os católicos preconceituosos falam. E como eu era bem criancinha, eu não tinha uma opinião própria sobre isso, eu não tinha culpa de ter um pensamento preconceituoso sobre isso, pois minha mãe sempre plantou essa opinião na minha mente, e eu sempre tive curiosidade pra saber como era, eu sempre me perguntava: “Por que vão pro infern*? É algo tão ruim assim? Por que que se eles são felizes sendo como eles são eles vão pra um lugar de dor e sofrimento?” E nem adiantava eu falar isso com ela, ela começava a me ameaçar de que se eu “virar” eu irei ir pro infern*. E eu era pequena, óbvio que eu fiquei traumatizada com aquilo. Aos meus 9/10 anos, eu fui percebendo uma sensação diferente, eu não via garotos com tanto mais “graça” como eu era obrigada a ver, como eu via um menino que eu gostava na minha escola no segundo ano do fundamental um, por exemplo. Eu passei a ficar mais perto de meninas, e reparar mais nelas, sempre achei meninas mais bonitas, mas não minha cabeça isso nao significava nada, e eu me forçava a ignorar esse sentimento a força porque eu fui ensinada desde pequena que isso era errado e que isso “é coisa do mal”. Eu até ficava mal por causa disso, pq eu via minhas colegas descobrindo suas próprias sexualidades, e eu tinha que fingir que gostava de garotos, e guardar o sentimento sobre garotas pra mim. Hoje em dia eu me descobri lésbica, não sou preconceituosa nem nada, mas eu ainda tenho um sentimento de culpa e medo por causa do que minha mãe falava pra mim desde pequena, e eu simplesmente não sei com quem eu possa falar isso sem ser mal compreendida..

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maio 24, 2024
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  • Joe555

    Para alguém que cresceu ou passou décadas no mundo paralelo da religião, deixá-lo para trás não é tão simples quanto virar a página dum livro. Com base na noção bíblica de que os seguidores de Cristo “não são do mundo”, da que resulta que quase tudo é mundano e, por conseguinte, desprezível, grande parte de sua vida gira em torno de coisas relacionadas à igreja. As atividades recreativas, músicas, livros e revistas, filmes e programas de TV, roupas, a escola dos filhos, praticamente tudo está sob in-fluência da organização religiosa a que ele pertence. Seu círculo social é composto quase exclusivamente de irmãos na fé e é bem provável que também seus parentes sejam membros da igreja. Em face disso, não tem como a pressão psicológica não ser grande e é quase impossível o processo de separação da igreja não ser doloroso, até traumático.Na maioria das vezes, quem se desvenci-lha das amarras do Evangelicalismo passa a viver sob o estigma social de ovelha negra. Pessoas próximas a um ex-evangélico sem-pre o verão como um rebelde que se encontra sob influência de forças malignas que o querem levar à perdição, um desviado que carece de muitas orações para que, como o Filho Pródigo, reconheça seu erro e retorne ao seio da igreja, sem a qual não faz sentido viver. Some-se a isso os crentes que passam a falar mal do rebelde, com julgamentos do tipo “Ele nunca foi um cristão de verdade” ou “Ele quer ser livre para pecar”. O que deveria ser a coisa mais natural do mundo— viver sem religião — é visto como algo vil. Por incrível que pareça, vídeos de pes-soas que na internet compartilham sua ex-periência de desconversão recebem inúme-ros comentários negativos de crentes, que vão desde ameaças de castigo eterno até a xingamentos. Desnecessário dizer que religiosos têm suas religiões como indispensáveis. Não lhes é possível conceber que alguém possa ter razões legítimas para delas não querer fazer parte, quanto mais deixá-las. Não ha-veriam, então, os pais que veem sua igreja como algo imprescindível para si de querer que seja vista da mesma maneira por seus filhos? E como haveria essa mentalidade de não exercer pressão psicológica de quem acha que filhos de pais evangélicos são livres para deixar a igreja.A internet está cheia de depoimentos de adolescentes e jovens que querem romper com a religião, mas sofrem com a inevitável decepção de seus pais e familiares e a pos-sibilidade de com eles entrar em conflito, o que faz a maioria optar por continuar fingindo. Longas décadas de intensa doutrinação religiosa levam muitos crentes a ver igreja e Deus como um amálgama, do que se segue que dar as costas à igreja é visto como dar as costas ao próprio Deus. As raízes da catequese são tão profundas que nas mentes de muitos dos que se libertam da igreja sobrevive algo da concepção bíblica dum deus zeloso que não tolera dissidência, e isso acaba levando alguns desgarrados a regressar ao rebanho, especialmente quando suas famílias não se cansam de fazê-los sentir que viver sem religião é trilhar o caminho que conduz à 'perdição"

  • Cho

    Se vc crê em Deus peça a Ele que te mostre a verdade.Pelo que vejo a culpa ainda te assola é isso acaba com qualquer pessoa.Espero que tudo fique claro pra vc.Estou falando do Deus verdadeiro não do Deus da religião hein não se engane . E outra esse trem de vc não fazer algo só por medo de inferno,significa que vc ainda precisa amadurecer pois muitas religiões querem que a gente tenha algum medo. O verdadeiro amor lança fora todo medo . Tenho certeza que se pedir a Deus um sinal menor que seja ele te mostrará seu caminho. Caminho ,verdade e vida! Que vc tenha uma vida abundante

  • Com carinho

    É da nossa capacidade de questionar que nascem as quebras de paradigmas, de dogmas, de ideias colocadas nas nossas cabeças quando somos crianças. É quando nasce nosso autoconhecimento, desperta nossa empatia, quando nos permitimos crescer e sair da caixa onde nos colocaram. É difícil lidar com assuntos relacionados a sexualidade com pessoas extremamente religiosas, pois o tema sempre será um assunto "do diabo". Porém sabemos que as pessoas que se trancam numa sexualidade que não é a sua essência, apenas para atender o que a sociedade lhes exige, tendem a viver infelizes. Não sei sua idade, mas parece que você sentiu necessidade de se rotular como algo. Pergunte-e, observe-se, perceba se o seu interesse é verdadeiramente por mulheres. Se realmente for, tudo bem. Dê um passo de cada vez para mostrar isso para as pessoas, sem confrontá-las. Apenas para se posicionar com elas. Tenha em mente que algumas pessoas se afastarão, acharão abominável, haverá críticas. Mas também saiba que quem te ama de verdade estará ao seu lado, respeitará você. É uma pena que precise ser dessa forma, tão conflituosa, mas infelizmente é o que acontece. Acredite apenas que não há nada de errado ou "pecaminoso" nisso, por mais que as pessoas à sua volta insistam em repetir esse mantra. Sexualidade é algo muito pessoal, muito individual, não torna a pessoa certa ou errada - isso quem faz é o caráter.

  • Luana Piekoski

    As vezes é necessário fazermos uma limpeza em nossos registros mentais para abrigar pensamentos mais leves e mais atuais. Penso que há essa crença limitante que lhe foi imposta, mas você pode e deve livrar-se disso, através de meditação, reflexão, leitura de livros, artigos, vídeos de coaching e outros meios à disposição. Se essas injunções infantis forem muito doloridas, cabe aí uma terapia com um bom profissional psicólogo para reprogramar sua mente. Também pode buscar livros que ajudam a refletir sobre a vida e as formas alternativas de ser e pensar. Não julgue sua mãe, ela deu-lhe o melhor que ela conseguiu, dentro das possibilidades dela. Não existe manual para ser uma boa mãe. Não se apresse em julgar-se lésbica ou hétero. Primeiro se conheça bem, amadureça, saiba exatamente quem é você. O autoconhecimento nos liberta! Também é normal sentir-se atraída pelo mesmo gênero, mas isso não implica em sexualidade, pode ser admiração, pode ser amor fraterno, tanta coisa... Assista várias horas de vídeos de psicólogas, como Maura de Albanese, Elena Klein, Seiiti Arata, e outras dezenas de médicos e profissionais que se dispõe a nos ajudar, contribuindo com seus conhecimentos para nos ajudar a mudar o que precisa e aceitar-nos como somos ou não!

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