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Seria egoísmo?

Eu tenho um irmão mais novo que tem apenas 14 dias a menos que eu e sim, somos irmãos apenas por parte de pai. Sempre o amei e ainda amo. Fora ele eu nunca quis ter outro irmão, eujá tinha um e era muito bom. Mas a melhor parte estava em crecermos juntos e não em eu ser a mais velha que tem que assumir a responsabilidade de pais que sabem transar e jogam uma criança pra outra cuidar. Quando tinha uns 12 anos meu pai veio me dizer que a esposa dele estava grávida e sim, eu surtei. Porque eu sempre disse que não queria outro irmão e sempre pedi a ele para não ter mais filhos afinal, ele já tinha dois. Sempre pedi o mesmo a minha mãe e graças a Deus ela respeitou. Mas na verdade ela queria me dar tudo o que não teve e sabia que não poderia fazer isso pra eu e mais outro filho. Quando meus pais se separaram, minha mãe começou a namorar um antigo amigo de escola e ele foi um pai pra mim, às vezes mais que meu próprio pai. Qundo tinha 17, meu pai veio me dizer que a esposa dele tava grávida de novo, porém eu tava tomando remédios muito pesados que me fizeram passar muito tempo sentindo um único sentimento, a apatia. Então não senti nada, nem me importei. Essa é a graça da apatia, você não sente literalmente nada. NADA. Voltando a quando meu pai me avisou da primeira gravidez da mulher dele (vulgo minha prima, vulgo sobrinha de primeiro grau da minha mãe, vulgo tinha 14 anos e ele 28 quando começaram a namorar, vulgo cobra. Não pera, cobras são até fofas comparado a ela e em outro post eu explico o porque) eu senti que eu não era suficiente, senti que ele estava me substituindo, como algo que quebra e ao invés de consertar você joga fora e compra outro melhor. Foi a pior sensação do mundo e a relação de pai e filha mais linda que eu já vi se acabou. Passamos mais de um ano em pé de guerra como dois inimigos, ou pior. Comparando, eramos como os Capuleto e os Montecchio. Há um tempo, minha mãe e meu padrasto se separaram, mas ainda temos contato, muito pouco, mas temos. Hoje descobri que ele adotou um menino, meu sogro e ele são amigos e meu sogro me contou como quem canta uma vitória só pra machucar o adversário. Sabem o que eu senti? Choque, insegurança, mas mais que tudo… Me senti igual quando meu pai me contou sobre a primeira gravidez da mulher dele. Estou feliz por ele, ele sempre quis ter um filho, mas ele devia ter me contado. Ele sempre falou que eu era filha dele, que sempre seria a filha dele, como ele pôde não me contar? Novamente sinto que quando crescemos não somos dignos de amor. Pelo menos foi assim comigo. Quanto mais crescia, menos me amavam. Sabe o engraçado, quando nasci ele foi o primeiro a me visitar, antes mesmo que meu pai. Engraçado que o cara que foi o primeiro a me pegar no colo, que chorou pedindo a minha mãe para ser meu pai e me registrar, o cara que jurou que me amava inumeras vezes e que sempre foi mais que um pai pra mim não me contar que agora que cresci não sou mais digna de ser sua filha. Muitos vão me julgar dizendo pra parar de drama, mas agora não sou uma mulher de 21 anos praticamente casada. Nesse momento volto a ser aquela criancinha de 12 anos na calçada escura enquanto seu pai lhe falava grosseiramente que sua esposa tava grávida como quem diz “a partir de agora você não é mais nada pra mim” e gritava comigo enquanto eu gritava de volta. Nesse momento sou aquela criança que chorou e sentiu que tinha perdido seu lugar no coração e na vida de seu pai. A única diferença é que agora eu não posso mais chorar a minha dor por ser abandonada novamente. Agora tenho que fingir que não me abalou, que estou super feliz por ele e voltar a arrumar a casa porque tinha decidido que iria ver sua cantora preferida tocar no São João da sua cidade. Agora não posso mais me esconder no meu quarto escuro e sofrer até alguem vim me consolar. Agora eu tenho que engolir essa dor e me fod*r sozinha. A vida é realmente uma m*rd@.

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maio 27, 2022
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  • Olhos

    Bom dia MadameBovary! Eu entendo e compreendo seu lado, pois vivo/passei por algumas coisas semelhantes. Sou a única "filha mulher" do meu pai, e mesmo sendo a mais nova, do meio recentemente, e literalmente nascemos no mesmo dia nunca fomos próximos. O motivo: eu era indesejável. Desde do momento que abri os olhos pela primeira vez até hoje dia, foram altos e baixos, e mais baixos do que altos, pois ele não sabia dar amor ou atenção, você tinha que entendo não ele te entender,e imagina uma criança de 3 anos ter que agir mais maduro que um adulto, pois para ele o mundo era e é dele. Muitas vezes sumia, por anos e voltava quebrando as portas para entrar na minha vida, conversar e almoçar por 1 dia, dizer que ama muito eu e meu irmão, e depois sumir como se nada tivesse acontecido. Não faz muito tempo eu pensei em voltar a falar com ele, em recomendação ao que minha psicologia falou (Porque não tentar entender e olhar de outra forma?) e realmente foi uma perda de tempo. "Ganhei" um meio irmão na qual ele sempre me ligava para mostra-lo e dizer o quanto éramos parecidos(aquele ponto forçado d+) e depois que disse que não tinha condições de ir no seu casamento do dia para noite, ele não falou mais comigo. Chorei, fiquei mau, estamos até num projeto junto, e jogou tudo nas minhas costas e foi embora, por que eu não fiz( e nem tinha como) o que ele queria. Então talvez o que estou tentando dizer é, se eles estão agindo como se você não fosse mais nada para eles, faça o mesmo. Você tem sua própria vida e ser para cuidar, foque no seu ser. Se tiver dúvidas pergunte diretamente a eles o porque de fazerem isso, ou não, mas tenha o pensamento de escolhas o que é confortável e aceitável, se isso te faz mau então porque continuar com isso? É o pensamento que eu tenho para mim, mas é lógico e repito novamente, pense e reflita no que é mais confortável, não sou eu talvez uma completa estranha que posso determina sua vida, nem ninguém.

    • Olhos

      Agora eu percebi relendo que eu fugi do assunto totalmente e isso afetou a minha resposta. Desculpe! Pode ser egoísmo ou não, ou na realidade você já passou por situações de abandono ou inseguranças, se sentiu desprotegida numa situação que deveria ter sido protegida, e isso "influencia" até hoje pensamentos seus, pois ficaram como traumas. Observe a situação, e procure ajuda profissional, ajuda a entender e compreender essas situações que possam ser desconfortáveis! Abraços!!

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